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Isolamento social incentiva digitalização da terceira idade 📱👴

Por: Redatoria - Publicação: 1 de setembro de 2020
Isolamento social incentiva digitalização da terceira idade 📱👴

Desde o início do isolamento social como medida de prevenção à pandemia do novo coronavírus, a terceira idade foi a faixa etária mais impactada pelas restrições de deslocamento. Por serem classificados como grupo de risco, as pessoas com mais de 60 anos precisam ficar mais tempo em casa para se protegerem da doença. Apesar disso, muitas destas pessoas não querem ficar paradas e viram na internet uma boa alternativa para continuarem em contato com o mundo.

O número de brasileiros que usa a internet continua crescendo, e já atinge 70% da população, cerca de 126 milhões. O Brasil tem mais de 28 milhões de pessoas acima dos 60 anos, de acordo com os dados do IBGE, e levantamentos já estimaram que cerca de um terço já está presente na internet.

Com a suspensão do contato pessoal por tempo ainda indeterminado, a quarentena acabou acelerando a inclusão digital de muitos idosos, e a popularização dos smartphones foi um forte propulsor desta mudança, pois grande parte dos brasileiros utiliza a internet especialmente por meio de celulares e dispositivos móveis.

A principal motivação dos idosos para entrarem de vez na vida digital é conseguir manter o relacionamento com parentes e amigos que não podem mais se encontrar fisicamente, mas não é apenas isso. Para eles, as redes sociais e a internet funcionam como um grande conector de experiências entre as pessoas, o que caracteriza um uso mais afetivo. Ao contrário dos mais jovens, que enxergam na internet uma forma de escapar do mundo real, para os idosos ela é uma forma de trazer para dentro de casa os amigos e parentes, estreitar laços, compartilhar memórias, se reconectar com antigas amizades, conhecer novas pessoas e ainda vencer os seus medos em relação ao uso da tecnologia.

Maior independência

Embora muitos idosos estejam cumprindo a recomendação do isolamento social, eles ainda são pessoas cheias de energia para produzir e consumir. Logo, a capacidade de realizar compras e algumas tarefas importantes por conta própria é muito significativo para dar ao idoso mais independência e autoestima neste momento delicado.

Aqueles idosos que já haviam feito algum uso esporádico da internet acabaram por intensificar o seu emprego e descobriram novas possibilidades: se antes eles compravam periodicamente itens como livros ou cosméticos, agora expandiram o uso para mais serviços online, como emissão de segunda via de boletos de contas fixas, pagamentos com cartão de crédito ou banco digital, serviços de entretenimento por streaming, cursos online e compras por aplicativo como delivery e supermercado, apenas citando alguns exemplos. Para muitos, um mundo novo de alternativas se abriu no sentido de continuarem tocando suas vidas dentro da maior normalidade possível.

A palavra é: acessibilidade

Muitos idosos puderam contar com membros da família, ou amigos próximos, para ensiná-los a usar corretamente os aplicativos, como WhatsApp, Facebook, Instagram, Zoom, entre outros mais populares, mas nem sempre todo mundo tem acesso a esse tipo de ajuda. Apesar do recente aumento da presença da terceira idade no meio digital, ainda são poucas as empresas que se preocupam de fato em adequar seus serviços para facilitar o atendimento aos mais velhos.

A participação digital da terceira idade levanta questões sobre acessibilidade na tecnologia, muito focadas, principalmente, em usabilidade: é importante projetar aplicações com áreas de cliques maiores, pois a motricidade fina desse público pode estar mais comprometida. Além disso, a visão prejudicada pode confundi-los em sites com muitas informações e com layouts pouco intuitivos. Também é importante ter um bom atendimento e tutoriais para que os idosos entendam como navegar nos sites e aplicativos, pois nem todos tem uma pessoa à sua disposição com o conhecimento para ajudá-los.

Golpes online e fake news

A entrada dos idosos na internet é sem dúvidas um fato muito positivo, mas é preciso alertá-los sobre alguns perigos digitais que podem ter efeitos ruins na vida real.

Por estarem recém entrando na vida digital, muito tempo depois do que a população mais jovem, os mais velhos ainda não estariam propriamente “vacinados” contra os golpes online, sendo ainda muito ingênuos em relação às medidas de segurança digital, como criptografia e não compartilhamento de dados pessoais com qualquer usuário. Embora o medo de sofrer golpes seja uma das maiores preocupações que muitos idosos ainda têm como barreira para a sua entrada na vida online, é preciso educar e esclarecer esse público para que eles tenham uma abordagem correta, tomando todas as precauções ao mesmo tempo em que não deixam o medo virar um empecilho para se conectarem.

Outro sinal de alerta é o fato de que os idosos acima de 65 anos são, estatisticamente, mais propensos do que os mais jovens a compartilharem notícias falsas. A falta de conhecimento de como conferir se a informação é correta e o forte apelo das famosas “fake News” dificulta o discernimento. Embora a prática seja de certa forma inofensiva, o contato com informações falsas muito alarmantes e sensacionalistas pode aumentar o grau de ansiedade do idoso e prejudicar a sua qualidade de vida, ainda mais em um cenário de pandemia e incertezas.

 

O mais importante é que o idoso entenda a internet como aliada e procure se aventurar mais na inclusão digital, ainda mais diante de um isolamento social que pode, eventualmente, agravar o sentimento de distanciamento e solidão. Conviver mesmo que virtualmente com os entes queridos, manter uma vida ativa, preservar uma rotina de cuidados consigo e descobrir novas possibilidades com internet pode ser a melhor solução para encarar as dificuldades da vida real.

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